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Supersafra de grãos poderá aumentar frete em cerca de 10%

















Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que colhidas 196,7 milhões de toneladas de grãos nesta nova safra; caso número seja consolidado, poderão faltar caminhões para o transporte

 De olho na supersafra de soja que está por vir, transportadores de grãos do Brasil contam com um acréscimo de 10% no frete no pico da safra, nos meses de fevereiro e março.



 A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) afirmou em última estimativa que poderão ser colhidas 196,7 milhões de toneladas de grãos nesta nova safra. O volume representaria um crescimento de 5,2% em relação à anterior, sendo que a quantidade mais expressiva ficará por conta da soja (10,8%), que representa quase metade da produção: 90,3 milhões de toneladas.

Hoje, transportar grãos de Rondonópolis (MT) a Santos (SP) custa R$ 180 a tonelada. Estima-se que a operação realizada no mesmo trajeto chegue a R$ 240, no pico da safra.

Para Geasi Oliveira de Souza, superintendente do Setcamar (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Maringá), o aumento pode ocorrer caso falte caminhões. Segundo Souza, o transporte de grãos vive um momento delicado por conta das transportadoras, que se endividaram comprando muitos caminhões com recursos do BNDES. O superintendente acredita que se a safra não corresponder, o problema será grande, pois as companhias não deveriam depender de apenas de um segmento da economia.

Além da soja, outros grãos representarão números expressivos nesta nova safra, como é o caso do milho, com estimativa de produção de quase 79 milhões de toneladas. Um dos grãos cuja produção mais deve crescer é o trigo, com avanço de 24,9% para 5,5 milhões de toneladas, graças à expansão da área plantada.

Perdas típicas

Tendo em vista o alto número de toneladas que deverão ser transportadas, vale ressaltar a estrutura deficiente de transporte do País, que mais uma vez trará dor de cabeça para toda a cadeia produtiva. Com 63% das operações, a precária rede rodoviária ainda domina o segmento e cobre as longas distâncias, enquanto as ferrovias operam somente em trechos curtos.

Por conta da ineficiente infraestutura para o transporte, o País vem perdendo cada vez mais a cada recorde de safra. O Banco Mundial estima que o custo da ineficiência do transporte no Brasil equivale a 6% do PIB (Produto Interno Bruto) por ano, o que significa cerca de R$ 250 bilhões, sendo que 5% dessa conta sai do bolso dos agricultores.

O produtor de soja do Mato Grosso estima perder 40% do valor bruto de sua atividade para escoar o grão até os portos das regiões Sul e Sudeste.

Texto: Victor José


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