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CUIABÁ: Secretário de Política Agrícola do Mapa fala sobre prioridades do Plano Safra 2014/2015























O grande desafio para o próximo será além de manter a disponibilidade dos recursos, será aumentar a agilidade do acesso ao crédito

 A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) recebeu nesta sexta-feira (09/05) o ex-diretor executivo da Famato e atual secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Seneri Paludo. Essa foi a primeira visita dele ao Estado depois de sua posse em Brasília, no final de abril. Dentre os assuntos tratados em coletiva de imprensa, o Plano Safra 2014/2015 e a logística para o escoamento da produção agropecuária ganharam destaque.

 Segundo Paludo, o plano está passando pelos ajustes finais e será lançado no próximo dia 19, em Rio Verde-GO. Ele ressalta que dos R$ 136 bilhões que foram disponibilizados no plano safra vigente, R$ 117 bilhões já foram tomados pelos produtores por meio das linhas de crédito. O grande desafio do próximo plano safra, além de manter a disponibilidade dos recursos, será aumentar a agilidade do acesso ao crédito. “As linhas já existem, nós temos uma grande gama de linhas crédito, tanto em relação ao investimento e financiamento quanto em relação ao custeio e comercialização. Então o que a gente tem trabalhado muito forte é a operacionalidade desse crédito, como ele chega ao produtor rural e, principalmente, a desburocratização dessas linhas para que cheguem de maneira mais rápida e mais eficiente ao produtor”, explica o secretário.

 A capacidade de armazenagem, um dos pontos críticos de Mato Grosso, que tem um déficit e aproximadamente 12,38 milhões de toneladas, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), também será um dos pontos priorizados no novo plano. “Temos que ter um programa de armazenagem muito bem voltado para as regiões de produção e não só dentro das cidades. Precisamos desenvolver complexos de armazenagem menores, dentro das propriedades rurais, para que o produtor tenha vantagem na hora de comercializar”, diz Paludo.

 Além disso, o secretário disse que as reivindicações do setor agropecuário em relação à infraestrutura e logística, outro gargalo de Mato Grosso, serão levadas pelo Mapa ao Ministério dos Transportes. “A gente está criando uma lista de prioridades do ponto de vista da agricultura e, sem dúvida nenhuma, esse processo é muito focado para o Centro-Oeste brasileiro. Uma das nossas metas é escoar, neste próximo ano safra, mais de dois milhões de toneladas de grãos pela BR-163”.

 O presidente da Famato, Rui Prado, reforçou a importância de o setor produtivo ter na secretaria de Política Agrícola do Mapa uma pessoa altamente técnica. "Este momento de finalização do plano safra é delicado para nós produtores, os pecuaristas já começaram o confinamento e os agricultores já estão comprando os insumos, então ter uma pessoa que conhece essa nossa realidade com certeza nos deixa mais tranquilos”, avalia Prado.

 Prado aproveitou a oportunidade para lembrar ao secretário as propostas que as entidades, que representam o agronegócio de Mato Grosso, apresentaram à pasta em fevereiro deste ano para serem acrescentadas no plano 2014/2015. “Os nossos pedidos e demandas o Seneri já conhece. Umas delas é a diferenciação da taxa de juros entre a pecuária e a agricultura, pois a rentabilidade da pecuária é bem menor, segundo estudo feito pelo Imea. Então solicitamos que a taxa de juros aplicada ao custeio pecuário, por exemplo, seja de 3,0% ao ano e não mais de 5,5% ao ano”, exemplifica o presidente.

 Também participaram da coletiva o diretor administrativo da Aprosoja, Nelson Piccoli, e o vice-presidente da Acrimat, Guilherme Nolasco.

 A Famato é a entidade que representa os 87 sindicatos rurais existentes em Mato Grosso. Junto com o Imea e o Senar-MT, forma o Sistema Famato. Acompanhe-nos nas redes sociais pelo Facebook (https://www.facebook.com/sistemafamato) e pelo perfil no Twitter (@sistemafamato).

Texto: GazetaMT

Via: GazetaMT
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