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Setor de implementos rodoviários registra resultado negativo no início de 2014

























 As vendas de implementos rodoviários de janeiro a abril de 2014 seguem em queda. Nos quatro primeiros meses do ano, a indústria registrou retração de 9,1% nas duas linhas de mercado – Leve e Pesado. “Não percebemos nenhum sinal que indique a retomada do ritmo da economia e isso preocupa muito o setor”, diz Alcides Braga, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR).

 Ao contrário, a entidade vê com alarme a queda nas compras da indústria de bens de capital. O setor, assim como o que produz implemento rodoviário, também um bem de capital, depende integralmente do financiamento concedido no âmbito do PSI/Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em março a entidade registrou queda no volume de pedidos. As operações via Finame em março teriam ficado na média de 20 por dia, enquanto em outros meses o número de operações diárias passou de 500.

 Bens de capital é uma categoria que abrange máquinas que fabricam produtos variados e caminhões que, junto com implementos rodoviários, são responsáveis pelo transporte da maior parte das mercadorias. “A queda nos pedidos nesses setores sinaliza redução de atividade econômica e afeta diretamente a indústria de implementos rodoviários”, afirma o presidente da ANFIR.

 Outro sinal que preocupa o setor produtor de implementos rodoviários é a perspectiva de alta dos chamados preços administrados, aqueles que têm interferência do governo, como gasolina e energia elétrica, por exemplo. Segundo analistas de mercado, consultados pelo Banco Central, a previsão para o aumento dos preços administrados neste ano subiu de 4,75% para 5%. “São insumos fundamentais para movimentar a economia e qualquer alteração em seu valor acaba sendo repassada atingindo desde clientes corporativos até o consumidor final. O reflexo na atividade econômica é inevitável e não desejável”, afirma Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR.

 O segmento Pesado (Reboques e semirreboques) apresentou de janeiro a abril vendas 9,9% abaixo do mesmo período de 2013. De janeiro a abril foram vendidas 18.965 unidades ante 21.050 comercializadas nos primeiros quatro meses de 2013.

 No setor Leve (Carroceria sobre chassis) a queda foi de 8,6%. As vendas de produtos de janeiro a abril foram de 30.720 unidades, contra 33.610 apuradas no mesmo período de 2013.

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