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Metso inova com oferta diferenciada de serviços para mineração e construção




 A Metso, através da unidade de negócio de Tecnologia de Processos e Inovação (PTI), realizou uma série de testes para analisar o desempenho do HPGR em diferentes configurações operacionais. O estudo mostrou que melhoras significativas podem ser atingidas pela inclusão de um fluxo de retorno do produto à alimentação do britador.

 Ao operar este britador em circuito aberto, a distribuição granulométrica do produto é bem ampla em consequência do efeito de borda, característica neste tipo de equipamento. Assim, o retorno do certos produtos à alimentação do britador também aparecem como uma boa alternativa para minimizar esse efeito. Deste modo, diversos circuitos foram testados: peneirando todo o produto e retornando o retido (foram testadas diferentes eficiências de peneiramento: 100 e 75%), retornando diferentes porções de todo o produto (25 e 50%) ou apenas o material processado nas bordas dos rolos. Deixando claro que o desempenho do HPGR varia de acordo com a condição operacional.

 Para os testes, foi utilizado um HPGR de escala piloto com rolo de 300 mm de diâmetro e 150 mm de comprimento e potência instalada igual a 30 kW (sendo dois motores de 15 kW). O britador estava equipado com sensores de pressão, abertura, velocidade e torque para coleta e analise de dados.

 As configurações testadas, bem como os pontos de amostragem, são apresentadas na Figura 1. Cinco ciclos foram realizados para garantir que o circuito estivesse em estado estacionário, sendo os primeiros ciclos de cada teste analisados como um circuito aberto. O produto deste circuito era peneirado ou dividido de acordo com a configuração testada. Todas as amostras, retiradas nos pontos destacados em laranja, foram peneiradas para obter as distribuições granulométricas de cada fluxo.


Figura 1 - Configurações de circuito testadas: (a) aberto, (b) retorno do produto da borda, (c) retorno de porções do produto e (d) fechado com diferente eficiências de peneiramento. As marcações em destaque representam os pontos de amostragem.



 Os dados coletados possibilitaram a comparação entre as distribuições granulométricas, as capacidades específicas e os consumos específicos de energia para cada configuração. A Figura 2 e a Figura 3 apresentam os resultados obtidos.


                               Figura 2 - Distribuições granulométicas obtidas para cada configuração.




















Figura 3 - Consumo específico de energia e relação de redução para cada configuração.




















Através deste estudo foi possível concluir que:

· O circuito aberto teve o menor consumo global de energia, mas apresentou a distribuição granulométrica mais grossa.
· Operar em circuito fechado com peneira aumenta a relação de redução
· Operar com 50% de retorno de todo o produto apresentou o maior consumo específico. Entretanto a relação de redução não foi tão elevada como em outras configurações.
· O circuito fechado com peneira e baixa eficiência de peneiramento obteve uma alta taxa de redução, apesar de o consumo específico ser alto.
· O retorno dos produtos da borda é uma boa alternativa, uma vez que foi observada uma significativa relação de redução e um baixo consumo específico.

 Melhoras significativas podem ser atingidas pela inclusão de um fluxo de retorno do produto (seja este proveniente do material retido na peneira ou pelo retorno parcial do produto) na alimentação. Considerando o consumo específico global dos processos de cominuição, pode-se dizer que é melhor reduzir o tamanho da partícula com o HPGR do que nos processos subsequentes de acordo com a necessidade conforme os circuitos apresentados.

 Uma das vantagens dos circuitos com retorno do produto é que ele pode substituir de modo eficaz uma operação com dois estágios de britagem, utilizando apenas um equipamento de maiores dimensões, podendo significar redução de capital e de custos operacionais de acordo com o projeto.

Via Metso.
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