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Randon pisa no freio e reduz produção



Por Laura Dàngelo para o amanha.com.br

 Funcionários de seis empresas do grupo gaúcho aprovam medida de flexibilização de jornada para adequar produção à baixa demanda do setor automotivo

 Sem uma reação positiva do mercado automotivo brasileiro, em retração desde o ano passado, a Randon começou 2015 tendo que, mais uma vez, dançar conforme a demanda do setor de veículos pesados e de implementos. Por isso, em fevereiro, a administração da companhia enviou uma proposta de flexibilização de jornada semelhante à que foi adotada em agosto do ano passado. A medida, que prevê a redução de cinco dias de trabalho por mês entre abril e junho, foi aprovada pelos funcionários de seis empresas do grupo na última sexta-feira (20).

 Pelo acordo, 50% das horas não trabalhadas serão descontadas e as outras 50% serão abonadas. Funcionários de outras duas empresas do grupo, a Randon unidade Chapecó e a Randon Veículos, votam na quinta e na sexta-feira se aceitam proposta semelhante. “A flexibilização era o que nos restava diante do esgotamento de outras medidas que tomamos ao longo dos últimos nove meses”, explica Daniel Ely, gerente executivo de recursos humanos da Randon, fazendo referência aos períodos de férias coletivas adotadas no final de 2014 e no carnaval deste ano.

 A redução de jornada atingirá 7 mil funcionários entre abril e junho. “No total, serão 12 meses com ações para que consigamos adequar nossos volumes de produção com a demanda do mercado”, comenta Ely. Segundo ele, ainda não é possível prever se será necessário repetir a flexibilização durante outros meses do ano. A retração das vendas de caminhões, ônibus e reboques rodoviários derrubou em 11,2% e 14,1% o lucro líquido e a receita líquida, respectivamente, do grupo Randon em 2014 (leia aqui ). E, em 2015, os resultados permanecem menores: no acumulado dos dois primeiros meses, a receita líquida totalizou R$ 401,8 milhões, 32,7% a menos do que em igual intervalo no ano passado.

 Em contrapartida, a Fras-le, uma das empresas do grupo, não teve que acender o sinal vermelho. Além de obter resultados positivos no ano passado (leia aqui ), a fabricante de lonas e pastilhas de freio não será afetada com a redução de jornada. Com forte atuação no exterior, a Fras-le é beneficiada pela valorização cambial e por não atuar somente no mercado de originais, mas também no de reposição.

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