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Aeroporto: Ampliação em Confins será abandonada no dia 2 de maio



Reportagem de O Tempo. 

Texto de Juliana Gontijo.


 Nem metade da obra de expansão da pista de pouso, de 3.000 m para 3.600 m, foi concluída

 As obras de ampliação e reforma da pista e do pátio de movimentação de aeronaves do aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, podem parar a partir do dia 2 de maio, por falta de pagamento da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A reportagem teve acesso a um ofício enviado no dia 1º de abril pelo consórcio Cowan/Conserva, responsável pela obra, à Infraero (veja trechos ao lado).

 No documento, o consórcio relata que, por motivos “alheios à vontade e controle da contratada”, apenas 55,03% das obras do pátio e da pista foram concluídas, e que a Infraero deve à empresa mais de R$ 3 milhões. Sem o pagamento, segundo o ofício, é impossível, financeiramente, continuar as obras. “Já foi até dado o aviso prévio aos funcionários”, revelou uma fonte ligada à operação, que pediu para não ser identificada. “Mas se o pagamento acontecer, as obras continuarão”, disse.

 De acordo com ela, os 55,03% concluídos são o balanço total. Mas, no que se refere às obras da pista, nem metade foi feita. Já era para a pista de Confins estar ampliada de 3.000 metros para 3.600 metros desde maio do ano passado, só que a expansão foi adiada para depois da Copa do Mundo, para não afetar o quadro de voos em um momento de tráfego aéreo intenso.

 As obras estão sob responsabilidade do consórcio Cowan/Conserva que, conforme a fonte, não recebe o pagamento pelos serviços prestados desde fevereiro deste ano. De acordo com a Lei das Licitações (8.666/93), em seu artigo 78, é motivo para rescisão do contrato, o atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos pela administração pública por obras e serviços.

 Em nota enviada à reportagem, a Infraero informou que a conclusão da ampliação da pista está prevista para junho de 2016. Entretanto, não informou se os pagamentos estão sendo feitos ao consórcio responsável pelas obras em Confins e nem se recebeu o ofício enviado.

 A reportagem também procurou a Cowan e a Conserva, que formam o consórcio, mas nenhuma das duas teve expediente ontem, véspera de feriado. A BH Airport, concessionária que administra o aeroporto de Confins desde o ano passado, informou que as obras continuam, e que não recebeu nenhum comunicado oficial sobre sua suspensão. A empresa diz que só poderá comunicar que atitude deve tomar quando tiver a informação oficial.


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