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Empresa Guerra demite mais de 300 funcionários em Caxias


Texto de Adriano Duarte para O Piomeiro
Medida tem relação com a recuperação judicial e também com a crise econômica

 A empresa Guerra, de Caxias do Sul, confirmou o desligamento de mais de 300 funcionários nesta sexta-feira. As demissões começaram no turno da manhã. A medida faz parte do pedido de recuperação judicial da empresa, validado no início de julho na 4ª Vara Cível de Caxias.

 Conforme Angelo Coelho, advogado responsável pela recuperação da Guerra, os trabalhadores desligados terão as rescisões quitadas fora do plano de reestruturação. Ou seja, não haverá condicionantes.

— Estamos propondo apenas o parcelamento do pagamento das rescisões, que já está em negociação avançada com o sindicato (dos Metalúrgicos). A assinatura das rescisões deve começar amanhã (sábado). A medida também é uma forma de garantir que possa haver uma recontratação futuramente — diz o advogado.

 Segundo Coelho, as questões trabalhistas estão sendo tratadas pelo advogados Ricardo Abel Guarnieri e Luis Gustavo Casarin, do escritório Dupont Spiller.

 O acordo judicial prevê que a empresa deve apresentar no plano de recuperação como pretende pagar os credores e outras medidas, o que inclui o corte de funcionários. Só então, a Justiça avaliará se homologa as propostas, após terem sido submetidas aos credores.

 Em nota oficial, a empresa informou que a recuperação judicial é adotada como uma ferramenta para sanar as dívidas adquiridas e estratégias que acabaram não tendo o êxito pretendido. Também cita que a crise que afeta o segmento desde 2014 agravou a situação.

 Em 2008, a Guerra foi vendida para o fundo internacional Axxon Group. Com 44 anos, a empresa tinha 1,3 mil funcionários — antes das demissões desta sexta-feira. A dívidada empresa é de R$ 212 milhões.
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