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Governo apresenta projeto piloto de ponto de parada para caminhoneiros




Estrutura na BR-116, em SC, servirá como modelo para outras rodovias.Oferta desses locais está entre as exigências da Lei dos Caminhoneiros

 O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentaram nesta quarta-feira (28), em Brasília, um projeto piloto de ponto de parada e descanso para caminhoneiros na BR-116, em Santa Catarina. A intenção é que a proposta sirva de modelo para a construção de pontos de parada em outras rodovias do país concedidas à iniciativa privada.


 A ampliação da oferta desses pontos é uma das exigências da Lei dos Caminhoneiros, sancionada em março deste ano pela presidente Dilma Rousseff.

 A estrutura será implantada no km-145 da BR-116, no trecho que liga Curitiba (PR) até a divisa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Com cerca de 50 mil metros quadrados, o ponto de parada contará com estacionamento, banheiros, sala de descanso, sala de jogos, auditório para treinamento e consultório médico, entre outros espaços.

 A entrada e saída dos caminhões serão monitoradas por câmeras de segurança. O acesso ao local não terá custo para os motoristas. Eles terão que arcar apenas com as despesas referentes aos serviços consumidos, como alimentação, por exemplo.

 O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, classificou o projeto como “um marco” para a implantação dos pontos de parada no país, já que os caminhoneiros passarão a ser “tratados de forma diferente”.

 “Hoje, da maneira com que eles [os caminhoneiros] param para descansar, eles não têm descanso”, reconheceu.

Obra

 Com custo total de até R$ 20 milhões, a obra será bancada pela concessionária responsável pela rodovia, a Auto Pista Planalto Sul, que elaborou o projeto em parceria com a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc). O trecho, de 413 quilômetros de extensão, foi concedido à iniciativa privada em 2008.

 Conforme o diretor-superintendente da Auto Pista Planalto Sul, Antonio Cesar Ribas Sass, a construção deve começar em até seis meses, com prazo de um ano para conclusão. O início das obras ainda depende da obtenção de licenças ambientais.

Impacto na tarifa

 O diretor-superintendente da concessionária afirmou que o impacto do custo da obra no valor da tarifa cobrada pelo pedágio será “mínimo”. Sass acredita que a tarifa básica, hoje em R$ 4,10, poderá ficar R$ 0,15 ou R$ 0,20 mais cara a partir do início da obra.

Rodovias não concedidas

 De acordo com o Ministério dos Transportes, em rodovias sob a responsabilidade do poder público, os locais de descanso poderão ser oferecidos por postos de combustíveis ou ainda pela iniciativa privada. Após manifestação de interesse, os locais são vistoriados e, caso atendam as condições exigidas, podem ser reconhecidos como pontos de parada e descanso para caminhoneiros.
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