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Justiça condena Ultracargo a pagar indenizações por incêndio em Santos



Caminhoneiros tiveram prejuízos por fechamento de vias. Incêndio na área do Porto de Santos durou nove dias.

Reportagem de Guilherme Lucio da Rocha Do G1 Santos





 A Justiça condenou o grupo Ultracargo S/A a pagar indenização para dois caminhoneiros afetados pelo incêndio que atingiu o terminal da empresa no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, em abril deste ano.

 Os trabalhadores entraram com processos civis por danos materiais e morais. Segundo a acusação, ambos foram afetados pelo impacto provocado aos caminhoneiros que atuam na região.

 Durante os cerca de 10 dias de incêndio, as vias da região da Alemoa, próximas ao terminal, foram interditadas. A decisão foi tomada pelo gabinete de crise, onde diversos órgãos municipais, estaduais e federais, tomavam decisões sobre soluções para o incêndio.

 As sentenças foram proferidas pelos juízes Claudio Teixeira Villar e Frederico dos Santos Messias, das 2ª e 4ª Vara Civil de Santos, respectivamente.

 De acordo com os magistrados, mesmo com a decisão de fechamento das ruas entorno ao terminal não sendo tomada pela empresa, a Ultracargo tem responsabilidade no caso.

 Segundo a advogada responsável pelas ações, Luciana Rodrigues Faria, o escritório onde ela trabalha conta com 100 ações contra a empresa por conta do incidente.

 "No total, foram proferidas quatro decisões, sendo que essas duas tiveram a fundamentação mais completa. Em ambas, o juiz detectou a responsabilidade civil da Ultracargo", explica.

 Uma das ações envolve moradores que tiveram problemas respiratórios que teriam sido causados pelo incêndio. O restante dos processos são envolvendo autônomos, caminhoneiros e donos de veículos afetados.

 Luciana também acredita que as decisões foram proferidas rapidamente e abriram um precedente para outros julgamentos.

 "Essas decisões podem trazer benefícios para as empresas que atuam na região, pois foi aberto um precedente. Os juízes apontaram a responsabilidade civil da Ultracargo. Além de não conseguirem atuar durante o incêndio, elas tiveram que pagar as despesas com funcionários", finaliza a advogada.

 O G1 entrou em contato com a empresa, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve resposta.

 


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