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Greve dos caminhoneiros: um ano e poucos avanços



Texto de Luan de Bortoli para a Radio Rural AM. 

Grupo já prepara novo protesto para março.

 Há um ano, o Brasil presenciava uma das mais fortes e de pesadas consequências greves de sua história recente. A paralisação dos caminhoneiros, que iniciou oficialmente em 18 de fevereiro de 2015, foi registrada em pelo menos 13 estados da federação e chegou ao fim no dia 27 do mesmo mês – depois disso, novos focos da greve foram registrados.


 Em Concórdia, a paralisação dos caminhoneiros iniciou alguns dias depois da data tida como oficial: no dia 23 de fevereiro, com concentração no trevo de acesso a Concórdia, na BR-153. Por aqui, cerca de 500 veículos aderiram ao protesto. Em Irani, esse número foi além: mais de 700 caminhoneiros paralisaram as atividades no trevo do município. Em alguns casos, caminhoneiros bloqueavam totalmente as rodovias.

 E várias foram as consequências sentidas por todos os estados em que as paralisações, ocorreram. Em Santa Catarina e Concórdia, por exemplo, houve suspensão de coleta de leite, falta de combustível e redução de medicamentos na rede de saúde. A BRF chegou a parar alguns turnos de sua produção, dando folga para vários funcionários.

 Na época, os caminhoneiros pediam principalmente redução no preço do diesel e do pedágio, tabelamento dos fretes e a sanção, por parte da presidente Dilma Rousseff, de mudanças na legislação que flexibilizam a jornada de trabalho – a categoria queria a liberação de mais horas trabalhadas por dia para aumentar os ganhos.

Conquistas

Um ano depois, poucas foram as melhorias obtidas pela classe. Tanto que em abril e novembro novos protestos foram registrados – mas em escala bem menor. O preço do óleo diesel, por exemplo, que seria congelado segundo o governo, sofreu aumento em setembro. O programa de refinanciamento do BNDES caminha a passos lentos e muitos bancos ainda não o realizam.

 Em março do ano passado, no entanto, foi sancionada a Lei dos Caminhoneiros, com itens que fizeram parte de um acordo entre governo e a classe, para que houvesse o fim da greve. Alguns dos pontos acertados foram:

- Os veículos de transporte de cargas que circularem vazios não pagarão taxas de pedágio sobre os eixos que mantiverem suspensos.
- A lei estabelece perdão das multas por excesso de peso dos caminhões recebidas nos últimos dois anos.
- Serão exigidos exames toxicológicos na admissão e no desligamento, com direito à contraprova e confidencialidade dos resultados.
- A jornada diária será de 8 horas, admitindo-se a prorrogação por até 2 horas extraordinárias ou, se previsto em convenção ou acordo coletivo, por até 4 horas extraordinárias.


Nova greve

 Provando que não está satisfeita com as conquistas de até agora, a classe já se mobilização para uma nova paralisação. A greve pode iniciar no país em 11 de março e os caminhoneiros já realizaram uma lista de pedidos, mas desta vez, evitando bater de frente com a presidente:

– Redução do óleo diesel em 40%;
– Aposentadoria para motorista com 25 anos de trabalho;
- Criação da Justiça do Transporte;
- Piso salarial nacional para empregados;

 Para que a nova mobilização tenha bastante efeito e reúna o máximo de caminhoneiros, a classe se organiza através das redes sociais.

Relembre as manifestações

+ Mais de 500 caminhões em protesto na BR-153 (vídeos)
+ Começa a greve dos caminhoneiros em Concórdia
+ Sindileite suspende coleta de leite em SC
+ Concórdia já está sem combustível (vídeo)
+ Caminhoneiros bloqueiam SC-283, em Santo Antônio
+ Agricultores despejam leite em protesto (vídeo)
+ PRF libera bloqueios em Irani e Concórdia (vídeo)
+ Caminhoneiros decidem pelo fim das paralisações
+ Caminhoneiros iniciam segunda paralisação na BR-153
+ Greve dos caminhoneiros: paralisação tímida começa em Concórdia


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