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Foto de Mateus Vidigal/G1


Grupo também critica situação dos banheiros e falta de horário de descanso. Protesto aconteceu na DF-150, na Fercal, perto de fábrica de cimento.

Via G1 DF

 Caminhoneiros que prestam serviço para uma fábrica de cimento do Distrito Federal paralisaram as atividades nesta terça-feira (14) em protesto contra más condições de trabalho e cobrando o reajuste de 10% no valor recebido de frete. O ato reuniu 60 profissionais na DF-150, na Fercal. Não houve interdição de via. O G1 procurou a Votorantim, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.


 Entre as queixas está a falta de espaço adequado para os momentos em que esperam pela realização de entregas. "Existe uma fila de caminhoneiros para realizar entregas. Essa espera demora de 20 minutos a 48 horas, dependendo do dia. Se você passou 48 horas sem carregar, ainda que seja culpa da empresa, você vai para o fim da fila, sem preferência alguma", explica João Jorge Sardinha de Lisboa, que trabalha há nove anos na fábrica. "Isso aqui é pior que quartel."




 De acordo com o grupo, não existe horário de descanso ou de alimentação, além de os banheiros possuírem condições “insustentáveis”. "Da porta da fábrica para dentro, temos que ficar uniformizados com capacete, protetor auricular, óculos e colete. Não podemos descer do caminhão para nada. Se descer, somos penalizados com suspensão, que pode ser verbal ou até mesmo definitivo", comenta Valduíno Ramalho dos Santos, caminhoneiro há 30 anos.

 "Eu moro dentro do caminhão, fico 24 horas à disposição da empresa. Semana passada fiz apenas duas viagens, não ganhei nem R$ 500. Com esse dinheiro, ainda tenho que pagar minha alimentação, que é R$ 40 por dia. Hoje em dia não estou ganhando nada", afirma Santos. 


 Adão Graciano de Sousa, de 74 anos, presta serviços para a empresa há 43 anos e afirma que o reajuste é fundamental para garantir um ganho mínimo para os motoristas. "O que a gente ganha aqui só dá para comer. Quem tem prestação de caminhão para pagar não consegue com os redimensionar daqui. O frete não é suficiente. Nós trabalhamos e trabalhamos, mas nunca é suficiente. Menos que 10% de ajuste não vai servir", declara.


 O grupo esperava uma solução com a empresa até o fim da manhã desta terça. Caso contrário, a manifestação seguirá para a frente da fábrica para pressionar por uma negociação, informaram os organizadores.


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