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Caminhoneiros e transportadores protestam por fim da greve na Receita



Grupo se diz prejudicado pela demora na liberação de cargas na fronteira. Auditores fiscais fazem paralisações desde julho por aprovação de projeto.

Matéria Do G1 PR, com informações da RPC Foz do Iguaçu.

 Caminhoneiros e donos de transportadores protestam nesta quarta-feira (7) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Eles se dizem prejudicados e pedem o fim da greve nacional dos auditores fiscais da Receita Federal iniciada em julho. Com a paralisação da categoria, a liberação de cargas de importação e exportação tem demorado até cinco dias.



 Cerca de 3 mil cargas aguardam para passar pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu, o maior da América Latina. Para evitar a espera às margens da rodovia de acesso à estação aduaneira, os veículos ficam parados nos pátios das transportadoras, em postos de combustíveis e até nos portos brasileiros, argentinos e paraguaios. Dos 11 fiscais, apenas três estão mantendo os trabalhos.

 O caminhoneiro Moacir da Silva, por exemplo, diz que está com o caminhão parado no Paraguai há mais de uma semana. E, quando conseguir cruzar a fronteira terá que esperar ainda mais para poder seguir viagem, já que apenas cargas vivas, perecíveis ou perigosas estão tendo o desembaraço feito sem entraves.

 “Eu antes desta grave com oito ou dez dias eu conseguia carregar Paraguai, sair para o Paraguai e voltar para o Brasil. Agora, com a greve, tenho ficado parado de outo a dez dias”, comentou.



 Com a demora na liberação das cargas, contratos de exportação também estão sendo cancelados. “A cadeia toda envolvida nesse processo de transporte aqui na tríplice fronteira está largamente prejudicada. Esse foi um ano perdido para nó. Não temos mais como recuperar estes prejuízos que já passam de US$ 150 milhões”, apontou o diretor de comunicação do Sindicato das Transportadoras Internacionais de Foz do Iguaçu e região, Paulo César Melo.

Greve

 O motivo da greve dos auditores fiscais é pela demora na aprovação do projeto de lei  5864/16, que reestrutura os cargos e funções dentro da Receita Federal e que pede avanços salariais. A categoria está preocupada com a chegada do fim do ano sem que o projeto entre em votação no Congresso Nacional.

 “Todas as vias de negociação com o governo, sejam administrativas, políticas ou diplomáticas, foram tentadas e esgotadas. Por isso, decidimos apertar ainda mais a greve porque não há solução, uma priorização do governo para as reivindicações”, observou o presidente do Sindifisco em Foz do Iguaçu, Alfonso Burg.

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