28 de jun de 2017

Programa Volvo de Segurança no Trânsito influencia leis e normas de trânsito


 Este ano, o Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) está completando 30 anos de atividades. Neste período, por meio de suas atividades, pesquisas e estudos, campanhas educativas, fóruns, seminários e o Prêmio Volvo para reconhecimento de boas práticas de segurança, o PVST contribuiu direta ou indiretamente para alguns avanços em legislações e normatizações para segurança no trânsito. A obrigatoriedade do para-choque traseiro para caminhões, o atual Código de Trânsito Brasileiro e a adoção do uso do cinto de segurança são alguns exemplos dessa participação.     

 A Lei que tornou obrigatório o para-choque traseiro rebaixado e resistente nos caminhões, em 2003, é um exemplo concreto da influência do PVST na legislação da segurança no trânsito. Uma exigência simples, mas que vem salvando vidas em caso de colisão de veículos de passageiros nas traseiras de caminhões.

 “O Programa Volvo de Segurança no Trânsito, por meio do Prêmio Volvo, foi importante para que a nossa ideia deixasse de ser um projeto acadêmico para se tornar uma defesa real dos ocupantes de automóveis”, diz José Ricardo Lenzi Mariolani, da Unicamp, Universidade Estadual de Campinas.

 Em 1996, um grupo formado por alunos e professores da Unicamp, Mariolani entre eles, iniciou o Projeto Impacto, com o objetivo de projetar, construir e testar modelos de para-choques para caminhões que evitassem o que chamaram efeito guilhotina em colisões de automóveis nas traseiras de caminhões. A partir dos resultados do estudo, propuseram uma nova norma sobre o assunto.  A norma proposta, porém, só foi aprovada e colocada em vigor pelo Contran - Conselho Nacional de Trânsito, anos depois, a partir da conquista do Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito, por Ricardo Mariolani e equipe, em 2002. 



A obrigatoriedade do cinto de segurança

 O PVST também ajudou a conscientizar motoristas de automóveis, caminhões e ônibus sobre a importância de adotar o cinto de segurança. Lançado pela Volvo na Suécia em 1959, o primeiro país a adotar o cinto de segurança como item obrigatório foi o Reino Unido, em 1966. No Brasil, o cinto de segurança se tornou obrigatório com a adoção do Código de Trânsito Brasileiro (CTB ), em 1997.

 “O PVST defendeu a obrigatoriedade do uso do cinto não apenas nas cidades, como estabelecia o CTB, mas também nas rodovias. Para isso, fez campanhas que exibiram vídeos sobre o tema em vários eventos e distribuiu cópias de vários deles para quem tivesse interesse. Entre eles, tornou-se famoso o primeiro vídeo produzido pela Volvo, na Suécia, para demonstrar a eficácia do cinto de segurança. O vídeo mostrava um ovo no banco dianteiro de um carrinho de madeira que batia em um obstáculo. Na primeira parte do vídeo, o ovo estava sem o cinto e, na segunda, com o cinto. Obviamente, o ovo saía do segundo choque inteiro, ao contrário do primeiro, quando se espatifava”, conta J. Pedro Corrêa, idealizador e atual consultor do PVST.

O cinto é considerado o acessório de segurança mais importante da história da indústria automotiva até hoje. Pesquisas de institutos internacionais mostram que o simples uso do cinto de segurança é capaz de reduzir em até 50% as fatalidades dos acidentes. Depois de ter lançado o cinto de três pontas, a Volvo liberou a patente aos demais fabricantes automotivos num gesto que marcou a visão da empresa e seu compromisso com a segurança.

O atual CTB

 O atual Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que entrou em vigor em 1998, foi outra grande conquista para a sociedade brasileira nos últimos anos. Durante o processo de elaboração do CTB, coube ao PVST o papel de incentivar o debate para uma legislação mais rigorosa, que contribuísse efetivamente com a redução dos acidentes, muitos deles provocados pelo sentimento de impunidade dos infratores.

 O assunto foi tema em todos os meios onde o PVST atuava, criando-se oportunidades para estimular o debate.  Por meio do programa, foram distribuidas também, em todo o Brasil, boletins técnicos com temas como “beber e dirigir”, “como transportar crianças no carro” e “uso do cinto de segurança”; e disponibilizados vídeos educativos nacionais e internacionais.      

 “Aprovado em 1997 e implementado em 1998, o Código de Trânsito Brasileiro é reconhecido até hoje como um dos maiores avanços da história do trânsito brasileiro e, dentro dele, a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança é vista como uma das mais importantes. E o PVST teve um papel significativo na conscientização sobre a importância do uso do cinto”, enfatiza J. Pedro.