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Equipo Mining reuniu mais de 100 marcas, com foco em tecnologia de ponta e redução de custo





 Durante os quatro dias da feira, realizada em Santa Luzia, na RMBH, empresas apresentaram soluções e cases de inovação; Vertical Green levou a tecnologia Green Wall, solução de engenharia integrada ao meio ambiente, utilizada para contenção de encostas

 A Equipo Mining 2014, única feira de demonstração ao vivo de mineração e processamento mineral da América Latina, terminou nesta sexta-feira (08/08), no Mega Space, em Santa Luzia, na RMBH. Durante quatro dias, os visitantes conferiram as maiores e mais modernas máquinas utilizadas na indústria da mineração. Mais de 100 marcas foram expostas na feira e a tecnologia ficou novamente em evidência quando o assunto é maquinário na mineração.

 Equipamentos que utilizam menos óleo, que se desmontam cada vez mais facilmente, demandando manutenção otimizada e com custo reduzido. Em tempos de retração econômica, máquinas com foco na alta produtividade ganharam destaque na 12ª edição da Equipo Mining. "O setor tem focado em tecnologias para redução de custo e ganho de produtividade, especialmente neste momento de baixa. A expectativa neste momento é de recuperação gradual. Para contribuir com isso, as mineradoras precisam continuar investindo nessas tecnologias", destaca Joseph Young, diretor-geral do evento.

 Minas Gerais tem destaque nesse cenário. A XCMG, empresa chinesa, por exemplo, montou em junho deste ano uma fábrica em Pouso Alegre, no Sul de Minas, com foco na produção de guindastes, carregadeiras, escavadeiras, rolo compressores e motoniveladoras. A partir da vinda da empresa para o Brasil foram gerados mais de 5 mil empregos diretos e indiretos. A RRX, empresa distribuidora da marca chinesa no País, conta hoje com concessionárias em Contagem e Uberlândia, e em Itaboraí, no Rio de Janeiro, sendo que mais uma unidade será inaugurada em Montes Claros, ainda este mês.

 Para a feira em Santa Luzia, a XCMG levou uma carregadeira com capacidade de 12 toneladas que utiliza óleo e filtro convencionais. Segundo o consultor de negócios da empresa, Vinícius Martins, isso resulta em uma manutenção mais rápida e até 30% mais barata na comparação com os similares de mercado.

 Outro peso pesado com diferencial econômico é o trator 850J da John Deere, distribuído pela Inova Máquinas. Não dá nem pra sentir a troca de marchas com a transmissão hidrostática, que não gera perda de potência e torque e ainda economiza combustível. Ele ainda é o único com cabine basculável. O que isso quer dizer? Enquanto é necessário até dois dias para desmontar e montar a máquina para manutenção, em apenas 5 minutos ele abre a cabine e possibilita acesso ao motor e sistemas elétrico e hidráulico.

 Outro componente crítico para o custo das máquinas mineradoras é o pneu. Seu custo com trocas e manutenções pode chegar ao mesmo valor da máquina. Por isso a Yokohama oferece soluções em pneus OTR, para máquinas de grande porte. O analista técnico da empresa, Walmyr Júnior explica que é necessário adaptar o pneu a cada tipo de operação. “Além de oferecermos vários tipos de pneus, também avaliamos para o cliente qual o melhor tipo de produto para sua operação. Fazemos pneus com diferentes compostos de borracha e reforços específicos para cada uso, de modo que ele tenha o melhor desempenho”, explica.

 Apresentação de cases inovadores – Na programação de palestras tecnologia e inovação também ficaram em evidência. A Vale, por exemplo, apresentou diversas iniciativas com foco em ganho de produtividade e redução de custos. A mineradora falou sobre um sistema robotizado lavador de caminhões, que é composto por dois robôs industriais que se deslocam linearmente sobre trilhos de forma a alcançar todas as partes do veículo. Graças ao sistema, a empresa conseguiu uma redução de 50% no consumo de água utilizada apenas com a lavagem de caminhões.

 A Vale destacou ainda seu projeto de Biodiesel, em operação desde 2012. Garantir sustentabilidade às operações, reduzir a emissão de gases de efeito estufa, além de potencializar as práticas ambientais estão entre os objetivos da Biopalma, empresa do grupo Vale com potencial de captura de 2 milhões de toneladas (Mt) de CO2.

 As razões da escolha da Vale pelo óleo de palma, ao invés da soja (principal matéria prima do biodiesel nacional), são a disponibilidade de cinco milhões de hectares de terras para plantio e boas condições climáticas adequadas, além da proximidade das operações da Vale no Pará.

 “Cerca de 60 mil hectares de palma já foram plantados e a produtividade do óleo extraído é 10 vezes maior do que o da soja”, destacou o executivo de Bioenergia da Vale, André Bonelar. Segundo ele, para 2015 está previsto início do 2º módulo da unidade extratora de óleo de palma. “Isso gerará um impacto positivo na região, com fortalecimento de um modelo de desenvolvimento socioeconômico, garantindo melhoria na qualidade de vida da população. Além de gerar cerca de 6 mil empregos na região”, destacou.

 ExpoPlanetaVerde – Diversas empresas mostraram suas iniciativas e atividades em prol do meio ambiente. Uma das atrações deste espaço foi a Vertical Green, fundada há 30 anos, na Itália, por Maurizio Sponga Coelho, que também é o diretor presidente da empresa no Brasil. Há 14 anos no país, a empresa é responsável pela tecnologia Vertical Green Wall, uma solução de engenharia integrada com o meio ambiente, utilizada para contenção de encostas, no reparo de taludes, fechamento de minas, entre outros.

 A empresa usa uma forma de aço pré-fabricado sobre uma geogrelha de poliéster ou fibra de vidro que ainda fica sobre um geocomposto antierosivo, que contém o solo. Tudo isso é coberto com uma hidro semeadura especial para solo reforçado. A tecnologia, patenteada pela empresa, permite que em alguns anos a intervenção humana não seja percebida. A empresa também tem uma biomanta de fibra de coco exclusiva, mais resistente e biodegradável que também serve de adubo para o solo. Em alguns meses, a terra contida fica coberta por vegetação.

 A Equipo Mining é umarealização das revistas Minérios & Minerales e O Empreiteiro, com patrocínio da Vale, além de apoio do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e de Metais Básicos (Sinferbase) e Conexpo Latin America e apoio institucional do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) e Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e Associação Nacional de Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil (Anepac), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Paulista das Empresas Produtoras de Agregados para Construção (Apepac), Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra Britada do Estado de São Paulo (Sindipedras) e Sindicato das Indústrias de Extração de Areia do Estado de São Paulo (Sindareia).


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