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Foton vai produzir veículos pesados no Rio Grande do Sul





O presidente da Foton Aumark do Brasil, Luiz Carlos Mendonça de Barros, anunciou a ampliação do projeto de implantação de uma montadora da marca chinesa no Rio Grande do Sul. O executivo, que se reuniu em Porto Alegre com o secretário Estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, informou que a decisão de incluir caminhões pesados e extrapesados na linha de produção de Guaíba já foi aprovada em todas as instâncias técnicas e aguarda apenas o aval da direção da empresa, que deve ocorrer em meados de outubro.



Com a extensão da linha de produção, as projeções de investimentos, de empregos e de produção da montadora também serão ampliadas. De acordo com Mendonça de Barros, a entrada no segmento de caminhões com capacidade entre 45 e 70 toneladas segue o curso natural do projeto. No entanto, a definição do impacto no investimento, linha de produção e empregos ainda depende de um novo detalhamento.

Mendonça de Barros explica que a expansão exigirá tramitação semelhante à da proposta original, que prevê o início da produção de veículos leves (de 3,5 toneladas a 10 toneladas) em Guaíba em 2016. Pelo cronograma em andamento, em 2017, a planta já iniciaria a produção de caminhões médios e semipesados, com capacidade para 13, 15 e 17 toneladas. A previsão é de 21 mil unidades/ano, voltadas ao mercado brasileiro e a exportações para América do Sul e África. Recursos de R$ 70 milhões serão aplicados em logística, distribuição de peças e rede de concessionárias. A linha pesada deve entrar em operação um pouco mais tarde.

O complexo original ocupa 200 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 1,5 milhão de metros quadrado. Inicialmente, seriam gerados 150 empregos diretos e 900 indiretos na primeira fase de operação. A obra começou em abril de 2014 e, em julho, chegaram os primeiros caminhões chineses no Estado. Em breve, a importação será substituída pela produção local. O modelo, com capacidade para até 10 toneladas, será o primeiro a ser montado. O veículo utiliza peças produzidas no Brasil, atendendo ao índice de nacionalização previsto no Inovar Auto (programa federal de incentivo à indústria automotiva). O índice de nacionalização das primeiras unidades será de 60%, com elevação gradual da fatia de componentes nacionais.

Durante a reunião, em Porto Alegre, o secretário Mauro Knijnik e o executivo Luiz Carlos Mendonça de Barros iniciaram as negociações para a alteração necessárias ao protocolo de intenções, assinado em agosto do ano passado. Na ocasião, o presidente da Foton Aumark antecipou que a empresa fará um evento no Estado para apresentar o primeiro protótipo do caminhão a ser fabricado no País.

O secretário Mauro Knijnik ressaltou que a intenção do governo sempre foi a de incluir a fabricação de caminhões pesados. “O empenho do governo em trazer para cá a Foton não se resumia à fabricação de caminhões leves, como prevê o protocolo de intenções firmado com a empresa. O que queríamos e conseguimos era atrair para o Rio Grande do Sul a maior fábrica de caminhões do mundo, constituindo aqui o que será a maior planta do Brasil”, afirmou.

Ampliação não demanda novos investimentos do governo gaúcho, afirma secretário

A ampliação da linha de produção e a consequente nova formatação da planta deve aumentar o volume de investimentos necessários. O projeto original previa R$ 250 milhões para a fabricação de veículos leves e médios. Do total, cerca de R$ 40 milhões seriam investidos pelo próprio governo gaúcho, que obteve a autorização na Assembleia Legislativa para que o Badesul ingressasse com o capital. O projeto, aprovado em março deste ano, abriu a possibilidade para que o governo gaúcho participe no capital de companhias do segmento.

Na ocasião, a garantia de participação no capital foi considerada “decisiva” para a escolha do Estado, conforme disse o presidente da Foton Aumark, Luiz Carlos Mendonça de Barros, em visita ao Rio Grande do Sul no mês de abril. Agora, de acordo com o secretário Mauro Knijnik, mesmo que o anúncio de ampliação demande novos aportes, o Estado não ampliará sua participação financeira no empreendimento.

“Eles (a diretoria da Foton) apenas nos comunicaram a ampliação. Agora farão o acerto interno com os chineses e, em outubro, devem divulgar os novos valores envolvidos. Isso não está definido. Por hora, estamos muito felizes e satisfeitos, pois eles anteciparam uma segunda etapa, que seria desmembrada da primeira”, afirma.

Segundo Knijnik, tampouco será necessário aprovar uma nova modelagem de participação societária e nem obter qualquer tipo de aval complementar na Assembleia Legislativa, que estipulou teto de R$ 48 milhões para o investimento. “Não teremos que retornar com uma remodelagem na Assembleia. Este financiamento ficará a cargo da própria empresa e, em princípio, o Estado não entraria com novos aportes. O lado positivo das coisas é que haverá uma ampliação substancial e muitos benefícios com a antecipação dos objetivos. Isso era uma meta importante, pois caminhões pesados não são uma produção para qualquer um e estamos falando da maior produtora mundial de caminhões. Neste contexto, a antecipação de etapas abre a possibilidade para novos tipos de investimentos deste porte aqui no Estado”, analisa.
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