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Metso aposta na retomada da mineração, mas com novos parâmetros
























 Posicionamento foi assumido durante seminário internacional em Belo Horizonte, que reuniu 160 profissionais de mineração e agregados. Durante o evento, a empresa anunciou a criação de centro de serviços inovador, a ser instalado na Região Metropolitana da capital

 Apesar da interrupção do crescimento da mineração em 2012, a Metso não aposta em crise do segmento e sim num ciclo de ajuste, que antecipa a recuperação do setor a partir de 2016. Segundo João Ney Colagrossi, presidente Global de Mineração e Construção, o segmento não está no “modo pânico”, mas precisa trabalhar com outros parâmetros. Com essa avaliação, o executivo - único não-finlandês no board mundial da multinacional finlandesa – avalia que o crescimento recente do setor, baseado em volume e que aconteceu em função da demanda por commodities minerais, deve ser substituído por uma nova abordagem. Para ele, o ponto de mudança implica um cenário com foco na eficiência operacional. Ou seja, as mineradoras e seus provedores de soluções deverão fazer mais com menos, otimizando suas operações atuais e reduzindo os custos.

 Para mostrar o seu papel nesse novo cenário, a companhia organizou duas rodadas de debates durante o Seminário Internacional Metso (SIM). O primeiro ciclo de debates, coordenado por Anderson Brini, vice-Presidente Metso de Vendas de Serviço para o Brasil, reuniu quatro especialistas da companhia para mostrar como as empresas do setor mineral e de agregados podem atingir sua máxima capacidade no menor tempo possível. Renato Oliveira, engenheiro de Processos da área de Tecnologia de Processo e Inovação (PTI), Toshihiko Ohashi, gerente de Aplicação de Sistema de Britagem e Peneiramento, Carlos Petravicius, gerente Nacional de Serviços para Mineração, e Boris Volavicius, engenheiro Sênior de Vendas em Mineração e Agregados, explicaram que a resposta é a redução do tempo de ativação dos projetos (ramp up).

 Oliveira detalhou como a área de PTI pode reduzir os riscos de parada durante o ramp up, em iniciativas que incluem a caracterização do maciço, modelos, simulações e recomendações prévias, suporte durante a inicialização do projeto e o chamado PIO, sigla para a metodologia de integração e otimização de processo. Toshihiko, por sua vez, explicou como a Metso combina os recursos das engenharias de aplicação e de instalação para apresentar tecnologias que reduzem o tempo de ramp up. Na área de aplicação, o especialista apresentou várias soluções estratégicas como a simplificação das linhas de processamento. Já em termos de instalação, Toshihiko apontou casos reais de soluções inadequadas ou equivocadas que resultaram no atraso do ramp up. Petravicius destacou a expertise da Metso na gestão de processos para a redução do ramp up. Segundo ele, o gerenciamento proposto envolve sete fases – da instalação à reforma de equipamentos – com destaque para a primeira fase e para o início da operação e a estabilização operacional do projeto. Boris fechou a primeira mesa redonda apresentando três ferramentas da Metso usadas na otimização do ramp up: o FieldCare, para gerenciamento de ativos e dispositivos, o STC, simulador para treinamento e certificação de operação, e o PlantTriage, monitoramento de performance de malhas de controle.

 Redução de despesas operacionais marca segunda mesa redonda

 A segunda mesa redonda do SIM 2014 teve como destaque as soluções que a empresa propõe para reduzir as despesas operacionais com os ativos que as mineradoras detêm. O módulo foi coordenado por Walter Valery, PhD e vice Presidente Sênior Global de Tecnologia de Processos e Inovação (PTI). Brasileiro, o executivo é uma referência mundial em pesquisas no setor de mineração e lidera uma equipe que já executou 432 projetos. A área de PTI coleciona um extenso banco de dados focado em operações bem sucedidas ao redor do mundo. O especialista destacou um dos mais recentes deles, que envolve três mineradoras, sendo uma no Brasil: a combinação de informações geradas em tempo real por tags inseridas em etapas do processo mineral com dados de modelo de blocos. A iniciativa citada por Valery faz parte de um portfólio extenso da Metso, que foi resumido pela engenheira de processos Kristy Duff, da equipe de PTI baseada na Austrália.

 Ela destacou como a Metso tem investigado tecnologias e práticas alternativas em mineração e processamento mineral que reduzem a utilização de energia e água e as emissões de carbono, ao mesmo tempo em que minimizam a geração de resíduos e maximizam valor. De acordo com Kristy, os avanços técnicos alcançados pela combinação de tecnologias já permitem reduções significativas, com a meta de reduzir o consumo de energia em 30% e a emissão de gases causadores do efeito estufa em 50%. O mexicano Felix Fornaguera, vice Presidente de Soluções para Moagem, detalhou a abordagem da Metso para o fornecimento de corpos moedores, destacando que a companhia foca em soluções de cominuição e não somente no fornecimento de um dos produtos para otimizar essa etapa. A apresentação do especialista mostrou ainda como o portfólio da Metso trata o processamento mineral como um todo e não de forma pontual. Carlos Petravicius, gerente Nacional de Serviços para Mineração, fechou o segundo módulo do SIM detalhando os vários modelos de contratos de desempenho que a companhia oferece. De acordo com ele, os contratos desse tipo maximizam os recursos, otimizam a produtividade e reduzem o capital investido.

 Aposta no futuro inclui novo centro de serviços em Minas Gerais

 Além do cenário atual de mineração – e de seu necessário ponto de mudança – apresentado por João Ney Colagrossi, presidente Global de Mineração e Construção, o SIM contou com a presença de Vânia Lúcia de Lima Andrade, diretora na Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) e ex-especialista em processos minerais na Vale. Para ela, a resposta do setor mineral às críticas geradas por vários segmentos da sociedade deve ser a maior transparência. Vânia citou o exemplo canadense da barragem de Fort MacMurray, que é monitorada livremente com imagens em tempo real e que podem ser acessadas pela população local. A especialista também destaca a inovação como ferramenta de transformação da mineração e, assim como Colagrossi, avalia que o setor mineral deve aproveitar o momento atual para mudar seu modelo de fazer negócios.

 A Metso deixou para o final do SIM a grande novidade da empresa em 2014: o anúncio do plano de instalação do centro de serviços em Minas Gerais, em etapa final de aprovação junto ao Board executivo da empresa. A informação foi dada em primeira mão por Marcelo Motti, principal executivo da empresa no Brasil. De acordo com ele, o centro deverá ser ativado em 2015 e reforça a importância do estado para Metso. A localização da nova estrutura será definida até o final de outubro, mas deve acontecer na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O centro empregará 120 profissionais, além de englobar um estoque estratégico de peças. Para João Ney Colagrossi, a instalação traz a operação da Metso ainda mais próxima do cliente e sua área de 60 mil m2 sinaliza que a corporação tem espaço suficiente para expandir seus negócios no estado, de acordo com a demanda do setor de mineração e agregados.

 O encerramento do SIM foi feito pelo ilusionista profissional Rafael Baltresca, engenheiro eletrônico de formação, especialista em programação neurolinguística e pesquisador de psicologia comportamental e psicanálise aplicada a negócios.

Via Metso
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