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Acordo só será efetivado com fim de paralisação de caminhoneiros, diz ministro da Justiça



Via Diário de Pernambuco ( http://www.diariodepernambuco.com.br/ ) 

O governo federal subiu o tom das negociações com os manifestantes que bloqueiam rodovias por todo o país. Ontem (26), colocou a Polícia Federal (PF) à caça das lideranças que incitam os protestos e ameaçou, com multas pesadas, os caminhoneiros que permanecem parados nas estradas. As medidas foram anunciadas pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele informou ainda que incluem ainda que efetivo da Força Nacional será enviado para ajudar a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sobretudo nos estados do Sul do país, onde estão concentrados os bloqueios.



O ministro afirmou que as negociações da véspera atenderam as reivindicações das lideranças oficiais, que aceitaram o acordo e pediram a paralisação dos protestos. Contudo, os bloqueios continuaram ontem, embora as ocorrências tenham diminuído. “Na quarta-feira, foram 119 pontos de bloqueios em 10 estados. Hoje (ontem) pela manhã, eram 97 pontos em sete estados, mais concentrados no Sul, onde os manifestantes insistem em permanecer”, disse Cardozo. No início da noite, a PRF informou que havia 75 trechos bloqueados em cinco estados.

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo está fazendo todo o esforço para encerrar as paralisações. “Nós apresentamos, junto com várias lideranças que foram consultadas, um conjunto de propostas. Esse conjunto foi divulgado e a gente tem visto que tem tido recepção”, disse. Ontem, Dilma reuniu-se com o titular da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rosseto para fazer um balanço da situação. Na avaliação do ministro, o movimento perdeu abrangência e está concentrado no Sul do país.



Cardozo ressaltou que as medidas acertadas com o governo só serão efetivadas quando as manifestações pararem e ameaçou punir os responsáveis. “Como a manutenção do movimento é um claro desrespeito à lei, o Ministério da Justiça tomou algumas medidas. A PRF vai aplicar as multas previstas na legislação de trânsito aos caminhoneiros que estão obstruindo as vias públicas”, disse. Os relatórios da PRF serão usados pela Advocacia-Geral da União (AGU) para identificar os motoristas e aplicar multas, que podem ir de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hora. Os valores variam conforme a ordem judicial e as estradas.
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