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Empreiteira desiste de obras para duplicar a BR-381


Texto de Marcelo Fonseca para o Em,com,br

 Em uma semana, empresa que duplica maior parte da BR-381 abandona obras de um trecho da estrada e do metrô de SP
 

 Responsável por mais da metade dos lotes já licitados da obra de duplicação da BR-381, a empresa Isolux Corsán acendeu o alerta nesta semana ao abandonar duas importantes obras de mobilidade no Brasil. Além de devolver para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) um trecho em que era responsável por obras na Rodovia da Morte – próximo ao município de Jaguaraçu, na região do Rio Doce, a empreiteira abandonou ontem as obras no metrô de São Paulo. Na capital paulista, a empresa rompeu o contrato para a construção da linha amarela, que passará pelos Bairros Higienópolis, Mackenzie e Morumbi, o que deve atrasar em um ano a inauguração do novo trecho. Já na rodovia mineira, o Dnit ainda não tem previsão sobre atrasos ou adiamento na entrega do trecho que foi devolvido ao órgão.

 Enquanto a secretaria estadual de Transportes de São Paulo afirma que a Isolux recebeu os repasses pelas obras que já tinham sido entregues, a empresa rebateu, por meio de nota, afirmando que os projetos executivos tinham “limitações gerenciais, sem os quais a continuidade da obra tornava-se impossível”. O governo paulista promete multar a empresa em R$ 23 milhões pelo descumprimento de suas obrigações e informou que também vai processar a empresa pedindo reparação de danos na justiça. A Isolux respondeu que levará a questão para um processo de arbitragem e que nenhuma multa foi aplicada.

 A Isolux Corsán é uma construtora espanhola responsável por várias obras rodoviárias na América Latina. No início do mês, as ações das empreiteiras despencaram depois que um juiz espanhol rejeitou um pedido do presidente da companhia, Luis Delso, para cancelar uma investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas que tramita na Espanha. Autoridades espanholas apuram supostos atos de corrupção de gestores da empresa em obras superfaturadas no México. Ao avaliar o pedido de Delso, o juiz espanhol Jose de la Mata considerou que o caso traz evidências suficientes de irregularidades e desvios envolvendo a empresa.

Protestos

 Na rodovia mineira, a Isolux venceu as concorrências em seis lotes, dos nove lotes já licitados até agora. A construtora espanhola é responsável pelas obras no trecho que vai de Governador Valadares até Belo Oriente, onde há duas semanas ocorreram protestos de fornecedores contratados pela Isolux que reclamam não estarem sendo pagos pelas obras em andamento. O Dnit afirma que já foram feitos os repasses para a construtora.

 Em comparação com os outros lotes já licitados, o ritmo das obras geridas pela Isolux está abaixo do esperado pelo Dnit. Por isso, empresários que acompanham a duplicação ressaltam que a devolução do lote por parte da Isolux pode beneficiar o andamento das obras, uma vez que o Dnit poderá entregar o trecho para outra empresa. “A Isolux vinha se sentindo pressionada pelo ritmo das obras. Não estava conseguindo avançar em alguns trechos, que são obras significativas, com viadutos e pontes. Esperamos que o Dnit convoque a segunda colocada e agilize o processo para evitar atrasos”, disse Cláudio Veras, consultor do movimento Nova 381. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Isolux Corsán não explicou os motivos de ter abandonado um trecho da obra na BR-381.

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