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Mensagem sobre vagas de emprego para motoristas na Coca-Cola que circula no Whatsapp é falsa



Segundo a mensagem, a Coca Cola estaria a procura de homens e mulheres com carteira cat B e D

Texto de Érico Pimenta. Editor-Chefe do Midia Truck Brasil

 Neste sábado, dia (01) de setembro, vem circulando no aplicativo de troca de mensagens Whatsapp, um texto no qual menciona que o grupo Coca Cola está à procura de motoristas com carteira B ou D com ou sem experiência para trabalhar. Ainda segundo a mensagem, a Coca Cola estaria a procura de 95 motoristas, com contratação imediata e com salário de R$1.125,00 mais benefícios. Confira na integra a mensagem.

Mensagem divulgada no aplicativo Whatsapp. Os números foram ocultados pela preservação dos mesmo. Reprodução Midia Truck Brasil





 A reportagem do Midia Truck Brasil entrou em contato com um dos números listado na mensagem com nome de Ingrid, no qual confirmou que a mensagem é falsa.

Nem sei como colocaram meu número, fico chateada das pessoas chamando na esperança” comenta.

 Vale lembrar que grandes empresas não tem o costume de divulgar vagas de emprego por aplicativos de mensagens ou semelhantes, deixando para sites especializados em cadastros de candidatos e currículos ou divulgando as vagas no SINE (Sistema Nacional de Emprego).

Fake News

 No Brasil ainda não existe uma lei diretamente contra a criação e o compartilhamento de Fake News, porém em 2017 o senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou um projeto que especificava o crime de divulgação de notícias falsas, que poderia ser punido com até três anos de cadeia.

 O projeto tem um ponto polêmico: na prática, obriga os provedores de serviços (no caso, Google, Facebook, Whatsapp, YouTube) a tirar os conteúdos do ar sem necessidade de autorização judicial, apenas a pedido de uma das partes.

 Segundo Di Sessa, o tema gerou polêmica porque, com isso, seria dado um poder equivalente ao de polícia para empresas de internet, ferindo a liberdade de expressão garantida pelo Marco Civil.

Fake News X Boatos

 Mestre em direito pela Universidade de Harvard, doutor em direito pela Universidade de São Paulo e ex-integrante do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, o advogado Ronaldo Lemos diz que não existe nenhum tipo penal que trate da punição a quem cria boatos no Brasil.

"Em outras palavras, não é crime criar boatos", diz. Ele aponta, entretanto, que a criação e disseminação de boatos ou notícias falsas pode ser enquadrada atualmente como crime contra a honra.

"A criação e disseminação de boatos pode configurar um dos crimes contra a honra, quais sejam, calúnia, injúria ou difamação. Isso dependerá do conteúdo do boato e sempre da avaliação do juiz. Nesse sentido, vale notar que há boatos inofensivos, que podem não se configurar como crimes (por exemplo, espalhar que uma celebridade está namorando uma pessoa etc)."

 No Código Penal brasileiro, essas implicações legais ligadas a boatos se enquadram nos chamados crimes de honra:

Calúnia: Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime. Pena: detenção de seis meses a dois anos e multa.

Difamação: Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação. Pena: detenção de três meses a um ano e multa.

Injúria: Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro. Pena: detenção de um a seis meses e multa.

 Os três crimes têm penas semelhantes, mas toda detenção menor que 4 anos é convertida em cesta básica e outros serviços.



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