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Tabela do frete pode prejudicar o autônomo, diz estudo

Foto: Midia Truck Brasil. Não reproduza a mesma sem autorização



Reportagem via Frota e Cia

 A criação da tabela mínima do frete poderá gerar efeito oposto ao planejado pelos defensores de sua implantação. Segundo o estudo “Implicações da Crise do Frete para o Setor Privado”, desenvolvido pela consultoria The Boston Consulting Group, além de não corrigir os problemas que originou a greve dos caminhoneiros, em maio, a tabela da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) traz uma séria de prejuízos para os negócios no País.

 Segundo o estudo, a corda pode estourar justamente no caminhoneiro autônomo, os líderes do movimento do primeiro semestre. Como haveria aumento no preço do transporte, os grandes embarcadores tendem a adquirir frota própria, reduzindo a contratação de frete. As próprias transportadoras e operadoras logísticas também são estimuladas a ampliar sua frota, ampliando a sobreoferta de veículos nas garagens.

 “Assim, elas [as grandes transportadoras e operadoras] que possuem melhor acesso à demanda e melhores condições de compra e revenda de ativos, devem absorver as rotas e demandas que apresentam maior margem”, diz o estudo, que alerta para a dificuldade dos autônomos de ter acesso a essas boas rotas.



 “O caminhoneiro autônomo até poderá contar com uma remuneração maior para cada frete, porém o nível de ociosidade será mantido ou aumentará. Dessa forma, o principal fator que levou ao problema – o excesso de oferta – não será solucionado”, afirma o relatório do The Boston Consulting Group.

 O estudo foi complementado por entrevistas com o setor de transporte, transportadoras, grandes empresas industriais e órgãos regulatórios. A conclusão da consultoria é que a tabela é ineficaz e apresenta uma série de desafios para sua implantação.

 O impacto para os grandes “embarcadores” (empresas que têm sua carga transportada) é muito significativo. Somente para um player do setor entrevistado pelo BCG, o valor do frete pode aumentar os custos anuais em mais de R$ 500 milhões – o que, além de tornar a verticalização das atividades de transporte mais atrativa, pode afetar diretamente o bolso do consumidor e os índices de inflação.

Confira mais detalhes do estudo aqui



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