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Deputado pede a inclusão dos caminhoneiros no decreto que flexibiliza a posse de armas



Reportagem de Danieleh Coutinho

(ES HOJE) O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) solicitou ao presidente da República, Jair Bolsonaro, a inclusão dos caminhoneiros, que trabalham diretamente com o transporte de cargas, no Decreto que flexibiliza a posse de armas. Evair destaca em seu pedido dados divulgados, em maio de 2018, pela NTC&Logística, a Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística, que apontaram os roubos de carga no País como causa de um prejuízo superior a R$ 1,5 bilhão no ano passado, com 25.970 ocorrências, contra os 24.563 registradas em 2016, uma alta de 5,8%.

 O parlamentar capixaba defende a posse e o porte para os caminhoneiros a fim de lhes assegurar a integridade física, garantindo a defesa de eventuais abordagens delituosas, evitando a própria morte e os respectivos e alarmantes prejuízos financeiros.

 Pelo levantamento feito pela Associação, nos últimos quatro anos o número de casos cresceu 49% e as perdas superaram índice de 56%. Em 2014, foram registrados 17.432 roubos, contabilizando pouco mais de R$ 1 bilhão em prejuízo.





 O Sudeste concentrou a ação dos bandidos no ano passado com 22.212 ocorrências, 85,53% do total. Na região o valor perdido chegou a R$1,1 bilhão, 71% da conta. Segundo a NTC&Logística, os casos ocorridos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, juntos, representaram 81,56%. Os casos no Nordeste participaram com 5,83% das ocorrências, seguido pelo Sul (5,55%), Centro-Oeste (2,46%) e Norte (0,63%).

 De acordo com o representante da associação, produtos alimentícios, cigarros, combustíveis, eletrônicos, produtos farmacêuticos, bebidas, têxteis e confecções, autopeças e produtos químicos são as cargas mais visadas.

 O Brasil ocupa a sexta colocação em um ranking de 57 países em que fazer o transporte de carga é mais arriscado, segundo pesquisa realizada em 2017 pelo comitê de transporte de cargas do Reino Unido – o Join Cargo Committee. O país só perde para regiões conflagradas e em guerra, como Síria, Líbia, Iêmen, Afeganistão e Sudão do Sul.



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