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Petroleiros de Minas Gerais aderem à greve nacional e param por tempo indeterminado

Atividades na Regap, em Betim, serão paralisadas por tempo indeterminado (foto: Paulo Filgueiras/EM/D. A. Press)
 Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) encabeça o movimento, que não terá impacto imediato no abastecimento 

Reportagem de Matheus Muratori para o Estado De Minas (em.com.br) 

 Os petroleiros de Minas Gerais iniciaram, a partir das 23h30 dessa sexta-feira, uma greve por tempo indeterminado. A categoria seguiu orientação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que se mostrou contrária à demissão de milhares de trabalhadores da Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (ANSA/Fafen-PR). A empresa pertence ao Sistema Petrobras. 

 Em Minas Gerais, o trabalho foi interrompido em duas unidades, representando 100% de adesão: na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, e na Ibiritermo, uma usina termelétrica em Ibirité. As duas cidades são da Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

 Apesar da greve, o impacto não será imediato nos postos de gasolina, já que a Petrobras tem uma equipe de contingência para essas situações. A categoria também garantiu que o abastecimento de combustíveis não será prejudicado. 




 Os petroleiros de Minas Gerais, representados pelo Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG), também reivindicam que a gestão da Petrobras cumpra um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em novembro de 2019. Segundo a categoria, a empresa tem desrespeitado a relação com os trabalhadores, além de alterar regras das tabelas de turno, banco de horas, interstício e descanso semanal sem negociação. 

 Os mineiros têm uma reunião marcada com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para a segunda-feira. Eles colocarão as insatisfações na mesa e buscam negociar com a Petrobras. 

 Sindicatos de outros estados também aderiram à greve, como Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A Petrobras diz que a "intenção de greve, anunciada pela FUP, não atende aos requisitos legais", mas não se manifestou sobre as proporções da paralisação. 

 Segundo a empresa, todos os compromissos assumidos na negociação do ACT vêm sendo integralmente cumpridos. Ela ainda "considera descabido o movimento grevista anunciado pela FUP, pois as justificativas são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve. Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras em todos os temas destacados pelos sindicatos". 


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