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Por barateamento do frete, produtores de grão na Argentina pedem a implementação de novas rotas para Bitrem

Bitrem argentino fabricado pela Vulcano. Divulgação Vulcano


Novas rotas permitiriam menos custos do frete e redução do impacto ambiental  

 

 Os grandes produtores de grão e cereais de Santa Fé, na Argentina, estão promovendo a implementação de novas rotas para os bitrens, que atualmente necessita de uma autorização especial das províncias (ou estados) no qual o caminhão vai circular. Para os produtores, os bitrens trazem múltiplas vantagens que vão deste a economia das regiões a redução dos custos de frete e até a mitigação do impacto ambiental, tendo menos veículos em operação. 

 

 A transportadora e produtora por trás dessa iniciativa é a Speed Agro (com matriz em Santo Tomé) que se juntou a implementadora Vulcano (empresa em destaque na fabricação de bitrem) em uma reunião onde foi mostrado para as autoridades toda a tecnologia implementada nos conjuntos, além da sua segurança.  

 

 A reunião contou com a presença de Enrique Bertini (Ministério da Produção de Santa Fé), Gabriel Manfre (DAT), Oscar Ceschi (Diretor de Estradas de Santa Fé), que compareceram com quatro de seus colaboradores. Juliana Armendariz (Subsecretaria de Transportes de Santa Fé). Os promotores do encontro foram Victor e Ignacio Escala, da Speedagro (anfitriões do encontro), Carlos Moriconi, da fábrica de semirreboques Vulcano e Carina Gastaldello, da Transportes Hector Gastaldello. 





É valido lembrar que a circulação de bitrens já é permitida na Argentina, porém apenas em rotas especificas, e essa especificidade faz que não haja rotas de ligação entre o Norte e a região central do país.  


 A implementação de bitrens só resulta em vantagem em operações de longa distancias, comum em países de grande extensão, como o Brasil.  Os bitrem permitem reduzir os custos de frete, que são os que mais complicam o desenvolvimento de economias distantes dos portos.  E apesar da necessidade de economia e do intenso esforço dos setores empresariais, a Rodovia Nacional não acelera o ritmo das autorizações. É por isso que agora tanto as transportadoras como implementadoras procuram interessar diretamente as administrações provinciais (ou estados) para viabilizar os itinerários de suas jurisdições. 


 “Esse tipo de equipamento pode ter uma relevância muito importante no desenvolvimento das fronteiras agrícolas da NOA e da NEA”, disse Carlos Moriconi, diretor da Vulcano, empresa com fábrica em Las Rosas. “A produção agrícola está cada vez mais se afastando dos centros de processamento, consumo e exportação e por isso é fundamental ter um sistema de transporte que possa gerar redução de custos logísticos, com maior segurança, menor deterioração da estrada e menor emissão de CO2. Por isso falamos que o bitrem é a ferramenta que atende a essa exigência e que colabora com o desenvolvimento das economias regionais”, acrescentou. 


 “Santa Fé recebe 70% da produção agrícola do país e 80% da produção de NOA e NEA, portanto a circulação de caminhões é muito alta em toda a província e este sistema também contribui para a redução de caminhões por km percorrido, por isso pensamos em um sistema de corredores para bitrens onde eles permitam sua circulação”, acrescentou. 


 A proposta é acompanhada por uma série de corredores que se aplicam claramente à produção agrícola onde se utilizam as Rotas Nacionais e Provinciais, aproveitando o fato de que Santa Fé e Santiago del Estero são aderentes ao Decreto nacional 32/2018, que aprova o uso de equipamentos e, portanto, facilita a circulação dessas configurações. Estas são as duas propostas feitas pelos empresários e que confiam que as administrações das duas províncias irão facilitar 


1) Corredor Santiago del Estero / Rosario: 


* RN 16 Metal / Barranqueras, para este trecho pode ser complementado com o Transfer de Cargas para Barcazas ou Belgrano Cargas, gerando um sistema de transporte Multimodal. 


* RP de Santiago del Estero 2/5/6/7/21/92/116, onde quase toda a produção vai para o RN 34 entre Fernandez e Ceres ou podemos usar o RP 21 que corre paralelo ao RN 34 até Tostado, neste trecho temos a RN 98 de Bandera a Tostado que deve ser habilitada por Rodovia Nacional. 


* RP 2 Tostado / San Cristóbal. 


* RP 4 San Cristobal / Junção RN 11 (Nelson Crossing) 


* RN 11 para o desvio oeste. 


* Rodovia Santa Fe Rosario, entrada no porto de Rosario. 


Este corredor foi projetado não na melhor rota, mas no traçado principalmente provincial. 


2)  Corredor Santiago del Estero / Rosario: 


* RN 16 Metal / Barranqueras, para este trecho pode ser complementado com o Transfer de Cargas para Barcazas ou Belgrano Cargas, gerando um sistema de transporte Multimodal.   


* RP de Santiago del Estero 2/5/6/7/21/92/116, onde quase toda a produção vai para RN 34 entre Fernandez e Ceres  


* RN 34 Fernandez para a Autovía RN 19. 


* RN 19 Entroncamento Hast com a Autopista Santa Fé / Rosario, no auge de Santo Tomé. 


* Rodovia Santa Fé Rosário, entrada dos portos. 


 “Em conclusão, este sistema de transporte está totalmente adaptado às necessidades logísticas desta região do país e onde Santa Fé poderá ser protagonista e dar um passo fundamental nesta melhoria logística, implementando este tipo de transporte para esta região tão remota e também gera um volume significativo de trabalho para as indústrias de reboques, eixos e componentes que estão localizadas principalmente na Província, impulsionando o desenvolvimento desta indústria e, portanto, ocupando mais mão de obra local”, completou Moriconi. 


 Texto de Érico Rafael Pimenta – Midia Truck Brasil com informações do Jornal Rosario 3Dieciocho Ruedas  


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