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| Divulgação: Scania Group / Silvio Serber |
Análise da empresa indica que previsibilidade operacional, manutenção preditiva e transição energética devem ganhar espaço na rotina das frotas ao longo do ano
A Geotab, líder global em gestão de frotas, ativos e veículos
conectados, traz suas projeções para o transporte de cargas em 2026 e avalia
que o setor operará em um ambiente complexo, marcado por custos elevados,
maior demanda e competitividade, além da necessidade de ampliar a eficiência
dos ativos em circulação. Nesse contexto, a capacidade de transformar os dados
da frota em previsibilidade, ampliar o uso da inteligência artificial em toda
a operação e fortalecer uma tomada de decisão mais estratégica tende a se
tornar um elemento central para as empresas do setor.
Para Neil Cawse, fundador e CEO da Geotab, o avanço desse cenário passa,
necessariamente, pela forma como as empresas incorporam dados e inteligência
artificial ao dia a dia das operações.
Tratar a IA como um parceiro operacional, apoiado por dados confiáveis, é o que vai diferenciar as organizações que lideram o mercado das demais, em um ambiente cada vez mais complexo. Mudanças e rupturas nunca acontecem sem atrito, mas quem tende a sair na frente são as empresas que avançam apesar desse desconforto, adotando novas tecnologias e agindo com convicção-Neil Cawse, fundador e CEO da Geotab
De acordo com um relatório internacional da consultoria Deloitte, que
analisa a evolução da mobilidade e da infraestrutura de transportes em nível
global, iniciativas de manutenção preditiva apoiadas por modelos analíticos já
conseguem antecipar cerca de 92% dos problemas que afetam a disponibilidade
dos veículos. O número reforça a consolidação de abordagens analíticas mais
maduras na gestão de frotas, com impacto direto na previsibilidade das
operações e na redução de paradas não programadas.
Na leitura da Geotab, a transição energética se estabelece como outro
movimento relevante para o setor em 2026, avançando de forma gradual no
transporte de cargas. Esse processo exige dos gestores de frotas escolhas
criteriosas, já que o custo total dos veículos segue sendo determinante para a
viabilidade das operações. Nesse contexto, dados de mercado reunidos pela
Deloitte indicam que as baterias respondem hoje por cerca de 33% do valor
total de um veículo elétrico, percentual que deve cair para aproximadamente
19% até o fim da década.
No contexto brasileiro, a incorporação dessas tendências impõe desafios
adicionais às empresas de transporte de cargas. Para Eduardo Canicoba,
vice-presidente da Geotab no país, o ponto central não está apenas em adotar
novas tecnologias, mas em extrair valor consistente delas no dia a dia.
“No Brasil, o transporte de cargas opera em um ambiente de custos
elevados, infraestrutura desigual e condições operacionais variadas. Nesse
cenário, a combinação entre telemetria, videotelemetria e inteligência
artificial permite ampliar a previsibilidade das operações, reduzir riscos
e custos, além de sustentar ganhos reais de eficiência”, afirma o executivo.
Três projeções da Geotab para a gestão de frotas em 2026
1. IA integrada às rotinas de planejamento e análise
Na avaliação da Geotab, a inteligência artificial deixa de ser aplicada
de forma pontual e passa a se integrar com mais consistência às rotinas
diárias de planejamento, operação e análise no transporte. O estudo da
Deloitte mostra que 43% das organizações públicas analisadas já utilizam IA em
atividades ligadas ao planejamento e à análise de sistemas de transporte,
indicando a transição da tecnologia para usos mais estruturados.
À medida que dados gerados por telemetria e videotelemetria ganham
escala e confiabilidade, a IA passa a avançar também no transporte de cargas,
apoiando decisões recorrentes relacionadas a manutenção, segurança e uso dos
veículos. Esse movimento começa a se refletir no mercado brasileiro com a
incorporação de assistentes baseados em IA generativa voltados à gestão de
frotas, como o Geotab Ace.
2. Transição energética redefine a sustentabilidade das frotas
A transição energética no transporte de cargas avança de forma gradual e
resulta, na prática, em frotas cada vez mais diversas do ponto de vista
tecnológico. Dados do setor automotivo global citados pela Deloitte mostram
que, em 2024, as vendas de veículos elétricos cresceram 25%, alcançando 17,1
milhões de unidades, enquanto os veículos híbridos registraram vendas de cerca
de 16,1 milhões de unidades por ano, após quase triplicarem em cinco anos.
O cenário indica que a substituição não ocorre de forma linear: por mais
tempo, frotas precisarão administrar simultaneamente veículos com diferentes
matrizes energéticas, como elétricos, híbridos e à combustão, ciclos de
manutenção e padrões de uso, exigindo análises mais refinadas sobre custo
total, perfil de rota e adequação dos ativos a cada tipo de operação.
3. Dados em tempo real passam a sustentar decisões operacionais
À medida que a inteligência artificial é cada vez mais integrada às
grandes frotas, cresce a necessidade de dados confiáveis e contínuos sobre o
funcionamento dos veículos e da operação. Para a Geotab, esse movimento
reforça a centralidade de informações geradas em tempo real, especialmente por
telemetria e videotelemetria. Estudos da Deloitte indicam que o uso de dados
no transporte deixa de se concentrar em iniciativas experimentais e passa a
sustentar decisões recorrentes em ambientes cada vez mais complexos.
Na prática, a leitura da Geotab indica que, em 2026, o diferencial
competitivo no transporte de cargas estará menos associado à adoção isolada de
tecnologias e mais à capacidade de transformar grandes volumes de dados em
decisões consistentes e aplicáveis ao dia a dia. Frotas que conseguirem
integrar dados confiáveis, visibilidade operacional e análise contínua tendem
a estar mais bem preparadas para sustentar eficiência, reduzir riscos e lidar
com a crescente complexidade do setor.
