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Mesmo com a previsão de leve retração na produção agrícola nacional, região Norte do Paraná mantém relevância no escoamento de grãos e demanda planejamento logístico antecipado
O primeiro prognóstico da safra brasileira de grãos, cereais e
leguminosas para 2026 indica um cenário de ajustes para o setor logístico. De
acordo com dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA),
divulgado pelo IBGE, a produção nacional deve somar 332,7 milhões de toneladas
no próximo ano, uma redução de 3,7% em relação à safra recorde de 2025, que
alcançou 345,6 milhões de toneladas.
A retração prevista está concentrada principalmente em culturas com
forte impacto logístico, como milho, trigo, arroz, sorgo e algodão, enquanto a
soja apresenta projeção de crescimento de 1,1%. Mesmo diante desse cenário, o
Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) segue como elemento central para o
escoamento da produção agrícola, especialmente em regiões estratégicas como
Londrina e o Norte do Paraná.
Segundo o presidente do SETCEPAR, Silvio Kasnodzei, a redução percentual
deve ser analisada com cautela. “A safra de 2025 foi histórica e elevou a base de comparação. Mesmo com a
queda prevista para 2026, o Brasil segue operando em um patamar de
produção muito elevado, o que mantém o Transporte Rodoviário de Cargas
fortemente demandado”, avalia.
Kasnodzei destaca que o impacto para o TRC não se resume apenas ao
volume absoluto transportado. “A logística do agronegócio envolve escoamento, armazenagem,
redistribuição de estoques e exportação. Em muitos casos, uma safra menor
exige ainda mais planejamento, eficiência operacional e integração entre
os elos da cadeia, o que reforça a importância do transporte
rodoviário”, explica.
Na região de Londrina, a expectativa é de que o impacto da safra 2026
seja mais de adaptação do que de retração. O Norte do Paraná ocupa uma posição
estratégica no mapa logístico nacional, conectando áreas produtoras a
importantes corredores rodoviários e aos principais mercados consumidores e
portos. “Londrina segue sendo um polo importante para o escoamento de grãos. A
região possui infraestrutura, localização privilegiada e empresas
preparadas para ajustar suas operações conforme a variação da
produção”, afirma o presidente do SETCEPAR.
O dirigente ressalta ainda que as transportadoras da região já trabalham
com planejamento sazonal, o que permite redistribuir frotas, ajustar rotas e
otimizar custos em períodos de oscilação da safra. Além disso, a
diversificação da matriz de cargas no Norte do Paraná contribui para reduzir
os efeitos de eventuais quedas pontuais na produção agrícola.
Para Kasnodzei, o planejamento antecipado e a integração entre
produtores, transportadoras, cooperativas e poder público são fatores
decisivos para a eficiência logística. “Quando há diálogo e troca de
informações, é possível antecipar gargalos, organizar fluxos de transporte,
melhorar a infraestrutura e reduzir custos ao longo da cadeia. Isso fortalece
não apenas o TRC, mas toda a competitividade do agronegócio”, destaca.
Enquanto entidade representativa do setor no Paraná, o SETCEPAR atua de
forma contínua para preparar as empresas diante das variações naturais da
safra. A atuação envolve capacitação, orientação técnica, acompanhamento de
dados econômicos e produtivos e defesa institucional de políticas públicas que
garantam melhores condições de operação. “Mesmo em cenários de retração produtiva, nosso foco é garantir eficiência
logística, previsibilidade operacional e segurança jurídica, assegurando
que o Transporte Rodoviário de Cargas continue cumprindo seu papel
essencial no desenvolvimento econômico do Paraná e do Brasil”, conclui.
