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Austrália altera o tamanho dos B-Double (bitrem) para permitir caminhões bicudos

B-Double de 27 metros. Foto: Road Trains Austrália


Novo comprimento máximo passa de ser de 27 metros 

 

 Talvez, para nós brasileiro seja bem comum pensamos que na Austrália não existe leis de comprimento máximo de combinações como existe no Brasil, porém, a verdade não é bem assim. Por muitos anos, os órgãos da indústria na Austrália têm feito lobby para que as leis restritivas existente para os chamados B-Double (bitrem) sejam alteradas para permitir caminhões com capô mais longo assim também como as cabines, principalmente visando ofertar dormitórios maiores.  

 

 O novo comprimento permitido visa a segurança dos motoristas, já que agora as operadoras podem adotar em sua frota caminhões bicudos e com um maior dormitório, o que garante um melhor espaço de descanso para o motorista durante suas pausas. Vale lembrar que a Austrália adota um sistema de descanso semelhante ao sistema adotado pelo Estados Unidos. Além desse fato, é comum a adoção de dois motoristas por caminhão, o que aumenta a necessidade de um dormitório maior.  

 

A nova combinação tem o PBTC (Peso Bruto Total Combinado) é de 62.5 toneladas.  






Um resumo da história do B-Double  

 

 Implementado no início dos anos 90, o B-Double estava limitado a 23 metros de comprimento, com capacidade de até 30 paletes. Na época, não havia limites de dimensão interna além dos requisitos específicos de espaçamento do eixo para limitações de peso. 

 

 Em 1995, após o sucesso de extensos testes em toda a Austrália usando 165 conjuntos B-Doubles operando no comprimento proposto de 25 metros e um PBTC de 62,5 toneladas, as Regras de Padrões de Veículos Australianos foram alterada para permitir um aumento de 2 metros de comprimento, passando assim os B-Double de 23 para 25 metros. Porém ainda não havia restrições específicas sobre o comprimento do implemento. Embora o agronegócio tenho sido rápido em adotar as limitações de comprimento do cavalo mecânico para aumentar o volume transportado. 

 

 Com a constante busca por produtividade, ou seja, transportar mais cargas, fez que os implementos ganhassem alguns metros a mais e deixando a adoção de caminhões bicudos padrão “americano” cada vez mais difícil.  

 

 Em 1999, os fabricantes assim também as transportadoras mostravam claras preocupações sobre a segurança e operação dos B-Doubles devido ao aumento dos implementos e a redução no tamanho dos cavalos mecânicos como bem de suas cabines. Em um relatório NTC de 2005 sobre a Declaração de Impacto Regulamentar sobre os limites de comprimento para B-Doubles preparado por Bob Pearson, propôs que o comprimento total de um B-Double fosse aumentado de 25 metros para 26 metros, com restrições fixas na distância entre o pino rei do implemento principal (ou seja, o primeiro implemento) e a parte traseira do B-Double limitada a 20,6 metros. Incluído nesta proposta estava o acréscimo de recursos de segurança, como padrões de resistência da cabine FUPS e ECE-R29, um acréscimo impulsionado por fabricantes de caminhões europeus que, na época, estavam lutando para fazer os veículos atenderem aos requisitos de comprimento de 25 metros. 

 

 A introdução do B-Double de 26 metros proporcionou as transportadoras uma seleção maior de opções de modelos. Isso significou que o manuseio do veículo melhorou com distâncias entre eixos ligeiramente mais longas. Também permitiu que implementos de 36 paletes existentes e combinações transportassem 3 TEUs (contêineres de 3 × 20 pés). 


Texto de Érico Rafael Pimenta com informações de Road Trains  


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